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Tabagismo provoca mutação em DNA de doentes de câncer

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A ligação entre o tabagismo e o câncer é sabida na área médica e mostrada em pesquisas científicas. Falta, porém, entender profundamente como substâncias presentes no cigarro agem no corpo humano contribuindo diretamente para o surgimento de tumores malignos. A fim de decifrar esse processo, um grupo de cientistas dos EUA e do Reino Unido fez uma análise genômica de 5 mil pacientes oncológicos, fumantes e não fumantes, e encontrou impressões moleculares em danos no DNA — as chamadas assinaturas mutacionais — dos pertencentes ao primeiro grupo. Essas falhas genéticas, acreditam, podem aumentar as chances de surgimento da doença.

“Sabemos, a partir de estudos epidemiológicos em larga escala, que o tabagismo aumenta o risco de diversos tipos de câncer humano. No entanto, os mecanismos pelos quais fumar aumenta essa ameaça não estão claros. Nós nos concentramos em revelá-los ao analisar o perfil molecular — genoma, sequenciamento do DNA e análise de metilação (modificação genética) — de diversos pacientes”, conta ao Correio Ludmil Alexandrov, autor principal do estudo e pesquisador do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos. Detalhes do trabalho foram divulgados na edição desta semana da revista Science.

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Os tumores analisados englobavam 17 tipos de câncer em que o cigarro é um dos fatores de risco. As mutações identificadas foram classificadas conforme a exposição do órgão atingido à fumaça. “O genoma de cada câncer fornece um tipo de ‘registro arqueológico’. Vimos que esses registros eram mais complexos do que imaginávamos”, diz Alexandrov. Dois grupos de mutação chamaram a atenção dos pesquisadores. O primeiro, o Signature 4, foi encontrado quase exclusivamente em órgãos diretamente expostos à fumaça. “Nesses tecidos, como os pulmões e a laringe, o Signature 4 é responsável pelo risco elevado a esses órgãos”, detalha o autor.
No segundo grupo de mutações, o Signature 5, as assinaturas foram encontradas em todos os tipo de cancro e seguiam um mecanismo baseado na lógica de tempo: o número de alterações genéticas presentes nos tecidos era proporcional à idade dos pacientes no momento do diagnóstico do tumor. “Os resultados são uma mistura do esperado e do inesperado e revelam uma imagem de efeitos diretos e indiretos dos cânceres”, define David Phillips, um dos autores do artigo e professor na Universidade King’s College de Londres, no Reino Unido.

FONTE: Correio Braziliense – repórter: Vilhena Soares.

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Vinicius Costa

Jornalista com MBA em Cinema Documentário pela FGV.Especialista em Política, Cultura e Sustentabilidade.

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