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Respeite suas horas preciosas de sono para não engordar

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Você já percebeu que nem as horas de sono estão sendo respeitadas nesse ritmo frenético que vivemos no século 21? Nunca falou-se tanto em qualidade de vida, mas que qualidade é essa, quando um dos mais importantes quesitos da saúde está sendo negligenciado? Você faz ideia do que representa para sua saúde, noites bem dormidas de no mínimo 7 a 8 horas de sono? Sabe também que noites mal dormidas podem estar contribuindo para você engordar e ingerir comidas cada vez mais gordurosas e calóricas?

Tem gente acordando às 3h00 da madrugada para ir trabalhar, devido à distância e o trânsito. Você acha que essa pessoa terá vida longa? Impossível. O organismo dessas pessoas está completamente debilitado, e na maioria das vezes, são obesas ou com sobrepeso. Os médicos solicitam exames e as aconselham a fazer caminhadas. Pergunto: De que adianta fazer caminhadas se a pessoa não regularizar suas horas de sono? A distância do local de trabalho mais o trânsito caótico nas grandes capitais a qualquer horário, são algumas das principais razões para o aumento da obesidade. Não adianta indicar caminhadas ou exercícios regulares, quando a maioria da população não pode mais dormir 7 ou 8 horas – mínimo de horas que o corpo precisa para repor energia e saúde.

Pesquisa publicada nos Estados Unidos explica como uma noite de sono mal dormida afeta o cérebro e aumenta o apetite das pessoas. A descoberta ajuda a explicar a relação entre uma noite de pouco sono e a preferência por alimentos calóricos. O estudo foi realizado na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e ganhou as páginas da revista Nature Communications.

De acordo com o trabalho, a privação do sono tem um efeito duplo na mente no que diz respeito ao apetite. Um deles é estimular a resposta de uma parte do cérebro que administra a motivação de o indivíduo comer diante de um alimento gorduroso – ou seja, a reação diante da ingestão de uma batata frita ou hambúrguer é mais forte quando se dorme pouco e estimula a pessoa a comer mais. Ao mesmo tempo, a falta de sono reduz a atividade do córtex frontal, parte do cérebro responsável por medir as consequências de se consumir determinado alimento e por tomar decisões de forma racional. (Veja como os testes foram realizados)

Avaliação – Participaram deste estudo 23 homens e mulheres saudáveis. Em uma ocasião, eles puderam dormir cerca de oito horas em um noite e, depois, foram ao laboratório dos pesquisadores, onde tomaram um pequeno café-da-manhã, com torrada e geleia. A equipe mostrou a esses participantes 80 imagens de alimentos diferentes e pediram que eles avaliassem a vontade de comer cada item. Durante o teste, uma máquina de exame de imagem mediu a atividade cerebral dos participantes. Uma semana após esse experimento, os mesmos participantes passaram pelo mesmo teste. Porém, dessa vez eles ficaram acordados a noite toda e puderam comer biscoitos e frutas para repor a energia que gastaram durante e noite em que ficaram acordados.

A pesquisa mostrou que quanto mais sono as pessoas sentiam, mais elas preferiam alimentos calóricos e gordurosos, como doces e frituras. Segundo os resultados, passar uma noite sem dormir fez com que os participantes quisessem comer 600 calorias a mais, em média, do que quando dormiram adequadamente. Além disso, as imagens do cérebro dos participantes reveleram a ação dupla que os alimentos calóricos têm no cérebro de uma pessoa que não dormiu adequadamente.

Após dormir pouco, o cérebro de uma pessoa apresenta uma atividade mais intensa quando se depara com alimentos gordurosos. Ao mesmo tempo, ele apresenta uma atividade reduzida em uma área cerebral responsável pela tomada de decisões e por medir as consequências de ingerir certos alimentos.

Ou seja: o cérebro de uma pessoa que dormiu mal responde de forma mais intensa a alimentos não saudáveis e, para piorar, tem prejudicada a sua capacidade de rejeitar esse tipo de comida. A pesquisa mostrou que esse impacto no cérebro ocorre mesmo quando as pessoas se alimentaram e não estão com fome.

Diminui a capacidade de o corpo queimar calorias

De acordo com uma pesquisa apresentada no encontro anual da Sociedade para Estudo de Comportamento Digestivo (SSIB, sigla em inglês), em julho de 2012, na Suíça, a restrição do sono faz com que um indivíduo consuma mais calorias e, além disso, reduz a capacidade do corpo de queimá-las. Isso ocorre porque dormir pouco aumenta os níveis de grelina, o ‘hormônio da fome’, conhecido assim por induzir a vontade de comer, na corrente sanguínea. Além disso, o hábito promove um maior cansaço, reduzindo a prática de atividades físicas e aumentando o tempo de sedentarismo.

Eleva o risco de câncer de mama agressivo

Um estudo publicado em agosto de 2012 no periódico Breast Cancer Research and Treatmentsugeriu que dormir menos do que seis horas por dia eleva o risco de mulheres na pós-menopausa terem um tipo agressivo de câncer de mama e uma maior probabilidade de recorrência da doença.

Aumenta as chances de um derrame cerebral

Dormir menos do que seis horas por dia aumenta o risco de um acidente vacular cerebral (AVC) mesmo em pessoas com peso normal e sem histórico de doenças cardiovasculares, segundo um estudo apresentado em junho de 2012 no encontro anual das Sociedades de Sono Associadas (APSS, na sigla em inglês), na cidade americana de Boston.

Aumenta o apetite por comidas gordurosas

Dormir pouco ativa de maneira diferente os centros de recompensa do cérebro com a exposição a alimentos gordurosos em comparação com dormir adequadamente. Isso faz com que esses alimentos pareçam mais salientes e que a pessoa se sinta mais recompensada ao comer esse tipo de alimento. Essas descobertas foram apresentadas em junho deste ano no encontro anual das Sociedades de Sono Associadas (APSS, na sigla em inglês), na cidade americana de Boston. Além disso, uma pesquisa publicada em janeiro deste ano indicou que noites de sono mal dormidas ativam com mais intensidade uma área do cérebro responsável pela sensação de apetite.

Pode desencadear sintomas do TDAH

Segundo um estudo apresentado em junho de 2011 durante encontro das sociedades médicas para o sono, nos Estados Unidos, menos horas de sono podem desencadear problemas com hiperatividade e desatenção durante o começo da infância. Esses são sintomas comuns do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Eleva o risco de impotência sexual

A 25ª Reunião Anual da FeSBE (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), em agosto de 2010, trouxe uma pesquisa que relacionou a falta de sono e o problema sexual. De acordo com o trabalho, feito na Unifesp, além do maior risco de impotência, homens que dormem pouco têm maiores chances de desenvolver problemas cardiovasculares e de engordar.

Pode levar à obesidade

Um estudo apresentado em outubro de 2011 no Encontro Anual do American College of Chest Physicians, mostrou que jovens que dormem menos de sete horas por dia têm índice de massa corporal (IMC) maior, e que isso pode estar relacionado diretamente com os hormônios grelina e leptina, que regulam as sensações de fome e saciedade.

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Maria Alice Guedes

Jornalista e escritora, autora do livro Desnudeios - Um retrato do homem moderno em suas relações de afeto.

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