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Saiba de onde vem o estímulo ao empreendedorismo feminino

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Há, de fato, uma ‘indústria’ movimentando fortemente o empreendedorismo feminino. Mas em que bases? Com qual apoio? Empreendedores precisam contratar funcionários. Por que é tão caro contratar? Por que os impostos são tão altos? Por que o Brasil é um dos países que lideram esse ranking? Quais são os programas de incentivo? O que exigem em troca? Se não pensarmos sobre isso, não vamos conseguir ter clareza.

O estímulo ao empreendedorismo feminino ganhou força com iniciativas internacionais que constituem frentes móveis de ação internacional do capital, voltadas para a questão das mulheres. Um dos movimentos pioneiros foi o “10.000 mulheres”, um programa global do banco de investimentos Goldman Sachs lançado ainda em 2008, ano em que estourava a crise econômica mundial.

Segundo a descrição do programa, ele procurava proporcionar “educação em administração e gestão de negócios a mulheres empreendedoras, a fim de ajudar a melhorar a qualidade da educação empresarial nos países em desenvolvimento”, e “já atingiu mais de dez mil mulheres empreendedoras em 43 países, incluindo Afeganistão, África do Sul, Brasil, China, Egito, Índia, Libéria, México, Nigéria, Peru, Quênia, Ruanda, Tanzânia e Turquia, através de uma rede de 90 escolas e organizações sem fins lucrativos”. No Brasil, funciona em parceria com a Escola de Administração de Negócios da FGV de São Paulo (EAESP).

Em 2011, foi a vez do Wallmart lançar sua Iniciativa Global de Empoderamento Econômico da Mulher (Global Women’s Economic Empowerment Initiative), que tem como objetivos declarados “aumentar os fundos para negócios dirigidos por mulheres”; “empoderar mulheres em fazendas e fábricas através de treinamento, acesso ao mercado e oportunidades de carreira”, entre outros.

O Wallmart prioriza programas de treinamento para mulheres na Índia, Brasil, Bangladesh e América Central. Coincidência ou não, são países onde se explora mão de obra barata. Até o que sabemos, em nenhum momento, trata-se de elevar salários em geral, oferecer direitos e garantias no emprego, ou qualquer coisa do gênero.

No Brasil, o projeto do Wallmart funciona com o nome “Movimento Mulher 360”, e conseguiu se legalizar como associação independente sem fins lucrativos em 2015, juntamente com outras onze empresas (Bombril, Cargill, CocaCola, DelRio, Diageo, Johnson&Johnson, Natura, Nestlé, Pepsico, Santander, Unilever). Em seu site, podemos ler que “mulheres empoderadas economicamente” contribuem para objetivos como fortalecimento do setor produtivo; o desenvolvimento de comércios mais justos em novos mercados; aumento na produtividade dos empregados; crescimento na habilidade de atrair talentos; melhoria do relacionamento com governos e órgãos reguladores.

Organizações empresariais interamericanas como a AMCHAM (Câmara Americana de Comércio) e a AS-COA (Americas Society/Council of the Americas) também engajam-se com força no empreendedorismo feminino, organizando workshops, publicações e prêmios.

Há quatro anos, a AS-COA organiza o “Women’s Hemispheric Network Forum” em Miami, conectando CEOs femininas de empresas das Américas. A última edição de sua revista, Americas Quarterly, foi dedicada aos jovens empreendedores, especialmente às mulheres, como uma solução para a crise econômica que a América Latina enfrenta – juntamente, claro, com as reformas “modernizadoras” da economia. O EY Entrepreneurial Winning Women (Mulheres vencedoras empreendedoras), lançado em 2012, desenvolve um “programa de mentoria” com duração de um ano focado em “branding”, “liderança”, “gestão” e “relacionamento”. A sigla EY refere-se à empresa de contabilidade Ernst & Young, fundada em 1989, uma das maiores companhias listadas pela Bovespa.

Os nomes brasileiros mais mencionados quando se trata de empreendedorismo feminino são o de Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, Sonia Hess, proprietária da Dudalina e Ana Lúcia Fontes, consultora de marketing que trabalhou no Banco Volkswagen, na Volkswagen do Brasil e na FEBRABAN.

Ana Lucia Fontes
Ana Lucia Fontes
Luiza Trajano

 

 

 

 

 

 

 

 

Ana Lucia Fontes lidera a Rede Mulher Empreendedora (RME), criada em 2010 e patrocinada pela Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), além de ser curadora do Fórum Empreendedoras e da Virada Empreendedora, dois dos maiores eventos brasileiros da área. Por sua vez, Luiza Trajano é bastante influente no grupo “Mulheres do Brasil” (MdB), criado em outubro de 2013.

Sônia Hess

Sonia Hess, da Dudalina, é tarimbada no meio, e suas filiações mostram o quanto essas iniciativas são inter-ligadas. Atualmente ela participa do grupo Mulheres do Brasil, e é, entre outros, mentora do programa Winning Women Brasil, da EY; mentora e embaixadora da Endeavor (empresa de referência na indústria militante do empreendedorismo no Brasil); jurada do prêmio Cartier Women´s Initiative; conselheira do Instituto Ayrton Senna; do Conselho Curador da Fundação Dom Cabral; conselheira do grupo Sequóia e Presidente do LIDE MULHER (seção voltada para mulheres da entidade criada pelo empresário João Dória, atual prefeito de São Paulo).

Essas mulheres podem responder a muitas das questões que norteiam o universo das empreendedoras. Vamos prestar atenção ao que estão defendendo e buscando transformar. Afinal, elas ocupam o topo da lista das empreendedoras de maior sucesso no Brasil.

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Maria Alice Guedes

Jornalista e escritora, autora do livro Desnudeios, e coach especializada em Psicologia Positiva.

One thought on “Saiba de onde vem o estímulo ao empreendedorismo feminino

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