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Como lidar com as nossas emoções? Autoconhecimento e técnicas.

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É fato que a medicina como a conhecemos hoje, deriva da cultura ocidental moderna que pouco leva em consideração os aspectos emocionais do indivíduo, concentrando-se apenas em curar a dor, sem tempo e conhecimento necessários para investigar suas causas.

Dr. Ysao Yamamura, que há mais de 40 anos, vem questionando os porquês de pacientes que se recuperam com sucesso e outros não, conta que, certa vez, ele havia operado dois homens de hérnia de disco lombar, sendo que ambos estavam nas mesmas condições do exame clínico.

Entretanto, um se recuperou com sucesso e o outro continuou com as mesmas dores. Na empreitada de descobrir o que havia de errado com o tratamento, observou que o problema não era o tratamento em si, e sim os pacientes que eram diferentes. E mais, o que fazia um paciente ser diferente do outro era seu estilo de vida e suas emoções. Veja o que ele explica na entrevista.

 

Para a Medicina Tradicional Chinesa, tudo está interligado e funcionando em uma grande e harmoniosa intenção, por isso quando a doença se manifesta é um processo constituído por três fases distintas de desequilíbrio e desarmonia: ENERGÉTICA, FUNCIONAL E ORGÂNICA

ENERGÉTICA: o cansaço, a falta de energia, a perda de memória e a dificuldade de concentração são sinais de que há um desequilíbrio energético no organismo. Por não trazer muitos sintomas clínicos, o problema dificilmente é identificado em exames médicos convencionais. O aumento dessa desarmonia no corpo faz a doença progredir para a próxima etapa.

FUNCIONAL: é quando começam a ser percebidas alterações no funcionamento dos órgãos, o que acarreta em inflamações. Trata-se de quadros de gastrite, insônia, tontura, depressão e dor. Exames identificam pequenas alterações, mas nem sempre explicam o que realmente está ocorrendo com o organismo. Medicamentos ajudam a controlar os sintomas, mas o corpo permanece em desequilíbrio.

ORGÂNICA: a evolução de alterações no quadro funcional faz com que lesões sejam instaladas no organismo, o que pode levar o indivíduo a sofrer, por exemplo, acidente vascular cerebral (AVC), artrose, câncer ou infarto. Nesse ponto, as alterações são identificadas em exames e até podem ser recomendadas cirurgias.

A teoria das emoções não se restringe, atualmente, à Medicina Chinesa. Ela compõe toda a gama de estudos da Neurociência, Psicologia, Neurolinguística e de muitas outras vertentes científicas, advindas dessas ciências que estão em pauta há décadas, mas somente agora, sabe-se que, além das emoções, o que comemos e bebemos, influi diretamente no nosso comportamento emocional, podendo originar doenças graves e crônicas.

Embora, naquele tempo, 4 mil anos atrás, os chineses já soubessem que as emoções são fatores que podem causar doenças, hoje nós damos muito mais valor ao estado emocional passado e presente do paciente. Acredito que daqui mais dez ou vinte anos a maioria dos médicos já tenha se conscientizado de como é importante tratar o ser humano por inteiro”, enfatiza Dr. Ysao Yamamura

Fatores que provocam estado de tristeza, desde a infância ou período intra-uterino, podem predispor à asma brônquica e, posteriormente, desenvolver bronquite crônica e enfisema pulmonar, enquanto que, tristezas causadas por eventos recentes como doença grave na família, podem ser a causa de dores no ombro, pois a pessoa que vive o problema se sente impotente diante da situação. O sentimento de impotência se manifesta através do pensamento/emoção “Eu quero fazer algo para ajudar, mas não posso”.

Já os estados de raiva e revolta podem ser a causa de várias manifestações clínicas como dor de garganta, dor braquial, dor lombar, parestesia, dor na lateral do membro inferior, aperto no peito. Essas manifestações dependem do sentido que a mente dá às emoções de raiva ou revolta. Se é “Eu quero fazer, mas não posso”, pode ocorrer o aparecimento de dor no ombro e dor braquial ou dor nas articulações do membro superior. Se é “eu tenho que aturar isso”, pode manifestar-se como dor lombar.

A arte de não adoecer

Se não quiser adoecer: “Fale de seus sentimentos”

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro.Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva SEMPRE triste!”

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. O bom humor nos salva das mãos do doutor. Alegria é saúde e terapia.

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Maria Alice Guedes

Jornalista e escritora, autora do livro Desnudeios, e coach especializada em Psicologia Positiva.

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