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Colaboração é palavra chave para solucionar situação dos moradores de rua

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Pensar que podemos viver num mundo de harmonia plena pode ser um sonho a tornar-se real na soma das atitudes de colaboração para que o outro se sinta melhor. Na verdade, não precisamos de muito, e sim de humanidade, aquela que faz qualquer pessoa reerguer-se porque alguém estendeu a mão. Não para escravizar, e sim para libertar.

Enquanto muitos países governados por pessoas ainda distantes da ética e do patamar da espiritualidade, negligenciam os direitos humanos, há culturas como a holandesa, por exemplo, que desenvolve moradias minimalistas para os moradores de rua se adaptarem às mudanças e transições.

Os moradores de rua ou sem teto representam cada vez mais um desafio para países, estados e cidades, pois esse número aumenta ano a ano no planeta. Em Los Angeles, por exemplo, a situação é considerada grave frente aos mais de 28 mil moradores de rua, e desses, quase 7 mil estão morando dentro de veículos. Faltam ruas para tanta gente estacionar suas “casas”. Não é difícil visualizar esse cenário caótico, que não chega nem perto do caos carioca, mas sem dúvida, não é nada fácil para se administrar. Uma das iniciativas do governo e da prefeitura de Los Angeles está sendo transformar os prédios abandonados (motéis e hospitais) da cidade em moradias minimalistas para os sem-teto.

O Estado do Texas, nos Estados Unidos, vem adotando iniciativas empreendedoras, independentemente do governo ou da prefeitura. A ONG Mobile Loaves & Fishes com a ajuda de mais de 19 mil voluntários, comprou um terreno de quase 110 mil m², batizado de Community First! Village, que suporta a construção de cerca de 240 minicasas. A ideia é oferecê-las a quem mais precisa: moradores em situação de rua da região.

Casas minimalistas na Holanda

Casas minimalistas na HolandaPara quem vive muito tempo na rua, adaptar-se novamente a viver numa casa, junto com outras pessoas, dividindo espaço e compartilhando regras, nem sempre é uma tarefa fácil. Para ajudar essas pessoas no processo de adaptação, a iniciativa Trudo Housingcorporation, em parceria com o estúdio de arquitetura Elmo Vermijs, projetou uma vila minimalista para abrigar aqueles que saem das ruas.

O espaço é composto por diversas casas coloridas, com grandes janelas que propiciam a entrada de luz natural e muito verde no entorno. No chão, ainda há caminhos que levam de uma moradia para outra. Tudo para despertar nessas pessoas que viviam em situação de ruao senso de pertencimento em comunidade, mas sem que sintam que estão abrindo mão de sua individualidade e/ou liberdade. Bacana, não?

O inquilino que ganha uma casa na vila não tem prazo para sair – pode ficar até se sentir pronto para mudar para uma residência “mais convencional”. Mas precisa ajudar a comunidade com os gastos. Para barateá-los ao máximo, as casas foram construídas em modelo minimalista e equipadas com sistema de geração de energia fotovoltaica, a fim de eliminar os gastos com eletricidade.

Em Los Angeles

Os primeiros terrenos a participar da iniciativa serão aqueles onde funcionavam motéis e hospitais.

Os imóveis serão comprados e reformados pela prefeitura, dando origem a 500 apartamentos que serão habitados por moradores em situação de rua. Se olharmos o universo de quase 30 mil sem teto, 500 apartamentos parecem nada, mas é um começo. Os sem-teto ganharão vouchers que darão a eles o direito de alugar o imóvel, gratuitamente, por 15 anos.

Los Angeles possui cerca de 30 mil sem-teto. Já São Paulo, por exemplo, possui cerca de 16 mil, segundo último levantamento encomendado pela prefeitura.

No Texas

A ONG utiliza técnica capaz de erguer uma minicasa em apenas seis horas. Nem por isso, no entanto, elas deixam a desejar, se comparadas a moradias comuns. Isso porque a equipe da Mobile Loaves & Fishes conta com a ajuda de renomados arquitetos para projetar as edificações.

O espaço ainda conta com centro comunitário, jardim, teatro ao ar live e centro médico, para que os sem-teto se sintam realmente em casa na Community First! Village. Depois de instalados, eles ainda são colocados em contato com microempresas, para que possam se profissionalizar.

Assim, pouco a pouco, conseguem se reerguer e, quando se sentirem prontos, podem deixar a comunidade, cedendo seu lugar a outros moradores em situação de rua.

Assista, abaixo, vídeo que explica melhor o projeto.

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Maria Alice Guedes

Jornalista e escritora, autora do livro Desnudeios, e coach especializada em Psicologia Positiva.

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