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Decisão de risco estreia nos cinemas

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O cinema já trouxe inúmeros filmes que mostram as dificuldades decorrentes da guerra, seja para sobreviver durante o conflito ou abordando suas consequências físicas e psicológicas. Só que, também nas batalhas, os tempos mudaram. A evolução tecnológica permitiu o uso cada vez mais frequente de drones, controlados a muitos quilômetros de distância, de forma que seu piloto não corra riscos e a possibilidade de falha humana seja minimizada. Tal realocação, de atitudes e tensões, já havia sido abordada no mediano Good Kill, dirigido por Andrew Niccol e lançado em 2014. Agora chegou a vez de Gavin Hood (Infância Roubada) entregar a sua visão sobre esta realidade cada vez mais comum no tenso Decisão de Risco. 

A história acompanha os esforços de uma equipe britânica, auxiliada pelos Estados Unidos, em capturar três extremistas que estão na cidade queniana de Nairobi. É através dos tais drones que se pode acompanhar tudo o que acontece, através de imensas telas. A facilidade de comunicação possibilita que os envolvidos não estejam no mesmo ambiente: a coronel Katherine Powell (Helen Mirren) está em uma espécie de bunker militar, o piloto Steve Watts (Aaron Paul) em um conteiner em Las Vegas e o núcleo político, acompanhado pelo general Frank Benson (o saudoso Alan Rickman), em um bem equipado escritório em Londres. Os problemas começam quando o que a princípio seria uma operação de captura se torna de extermínio. Tudo porque as câmeras denunciam que há no local vigiado dois homens-bomba, se preparando para um iminente ataque terrorista.

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É fácil notar as várias mensagens embutidas de forma a ressaltar os tempos modernos. Por mais que a questão da comunicação seja explícita, a principal mensagem é sobre a frivolidade com a qual os personagens principais conduzem suas vidas, antes e depois daquele que pode ser chamado de um dia de trabalho qualquer. Por mais que ali sejam tomadas decisões difíceis, que envolvem vidas humanas, a facilidade do entrar e sair entrega uma certa banalidade que pode ser associada também à própria guerra. Tal contraste é habilmente conduzido pelo diretor, especialmente pelo modo como cada personagem reage ao pós-operação.

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Outro aspecto interessante se refere à personagem de Helen Mirren. Uma mulher em posição de comando dentro do exército, algo poucas vezes visto não apenas no cinema, mas também na vida real. Por mais que tal posto seja muito graças ao prestígio e a qualidade de Mirren, em boa atuação, a presença feminina em posição de chefia é algo que positivamente chama a atenção. Também por não ser ela o único caso presente na cúpula decisória, como se pode perceber no escritório de Londres.

Conceitualizações à parte, fato é que a maior parte de Decisão de Risco se passa dentro da tal sala de controle – ou das várias salas de controle, espalhadas pelo planeta. É lá que o filme ganha força através do debate, revelando e ressaltando as várias vertentes envolvidas na arte da guerra. É neste duelo sem tiros, onde cada lado defende seu ponto de vista com as armas que têm, que se forma um amplo mosaico sobre questões políticas, morais, humanitárias e de propaganda no mundo atual, sem esquecer uma certa cutucada no american way of war. Isto pontuado por uma trilha sonora crescente, que amplifica a tensão do(s) ambiente(s).

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Maria Alice Guedes

Maria Alice Guedes

Jornalista e escritora, autora do livro Desnudeios - Um retrato do homem moderno em suas relações de afeto.

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