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Cai fora depressão

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Nos próximos 10 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas. Atualmente, mais de 350 milhões de pessoas são afetadas diretamente pela depressão, responsável por 850 mil suicídios ao ano em todo o mundo. Um ambiente desagradável no trabalho, a infelicidade do casamento e a vida agitada por compromissos indesejados são apenas alguns dos motivos que podem desencadear a depressão. Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção.

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EPIDEMIA SILENCIOSA

As causas são diversas, algumas delas biológicas, mas parte dessas causas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais estresse em seu dia-a-dia do que as pessoas ricas, e não é surpreendente que elas tenham mais depressão. Além de espírito deprimido há perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades.

Para Anderson Cavalcante, escritor e especialista em comportamentos humanos, a forma como as pessoas estão levando a vida contribui com a doença. “A depressão está relacionada a tudo. Por isso, é preciso parar e avaliar como estamos agindo no nosso dia a dia”, explica. “Nunca foi tão importante alinhar os sonhos e o planejamento de vida às práticas do cotidiano. Se não fizemos isso iremos fugir de nós mesmos e esse desencontro pode ser catastrófico”.

No Brasil, são cerca de 13 milhões de depressivos e a OMS ainda indica que 75% das pessoas que sofrem com a doença não recebem o tratamento adequado. “É preciso ter força de vontade, pois estamos falando de uma doença grave, assim como um problema cardíaco ou um câncer. É preciso buscar ajuda médica, tomar medicamentos e, se possível, procurar também um psicoterapeuta. Além disso, realizar atividades físicas e uma alimentação saudável contribuem com o tratamento”, define Anderson.

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Pesquisas também comprovam que a maior incidência da doença ocorre dos 25 aos 45 anos. Ultimamente, também é cada vez maior o número de crianças e adolescentes que sofrem de depressão. Neste caso, os motivos causadores são: separação dos pais, problemas na escola e rejeição. Uma das saídas para o tratamento eficaz é, segundo Anderson Cavalcante, contar com a ajuda dos familiares. “Eles precisam ficar atentos às mudanças comportamentais e estimular o indivíduo a procurar ajuda. Além disso, também é importante que haja compreensão de todos, pois depressão faz com que a recuperação seja um processo demorado. Não adianta cobrar da pessoa que ela levante e fique bem de uma hora para outra”, conta o especialista.

Segundo o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, o aumento nos casos de depressão e os custos econômicos e sociais da doença tornam mais urgentes a mudança de atitude em relação ao problema. “Nós temos dados que apontam que os países mais pobres têm mais casos de depressão do que os países ricos. Além disso, até mesmo as pessoas pobres que vivem em países ricos têm maior incidência de depressão do que as pessoas ricas destes mesmos países”, afirma Saxena.

Os números da OMS mostram claramente que o peso da depressão em termos de perdas para as pessoas afetadas vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas para a população entre todos os problemas de saúde. É um alerta de que precisamos mudar esse modelo de mundo, pois essa roupa não nos serve mais.

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Por Maria Alice Guedes

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Maria Alice Guedes

Maria Alice Guedes

Jornalista e escritora, autora do livro Desnudeios - Um retrato do homem moderno em suas relações de afeto.

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