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Afinal, as mulheres podem ou não podem mais gostar dos homens?

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Tenho visto e acompanhado tantas críticas ao comportamento masculino que fico na dúvida, se ainda gostamos deles ou não. Será que não estamos generalizando demais ou desvirtuando seus instintos naturais? Tudo que eles fazem tornou-se assédio e desrespeito às mulheres. Tomara que num futuro próximo, não sintamos saudade de sermos apreciadas por um olhar masculino ao caminharmos pelas ruas. Não estou defendendo comentários jocosos e desrespeitosos, mas repelir até mesmo o ‘fiu-fiu’ como sinônimo de agressão, é preocupante. Será que ainda gostamos dos homens? Ou queremos molda-los?

Um exemplo disso aconteceu, agora, recentemente, no Canadá. Sophie Grégoire Trudeau, mulher do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, provocou a revolta de feministas ao destacar o apoio masculino no Dia Internacional da Mulher. Ela escreveu no Instagram: “Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, vamos celebrar os rapazes e os homens que nos animam a ser quem realmente somos e que tratam as jovens e as mulheres com respeito”.  Conclamou as canadenses a iniciar “um movimento que incite os homens a lutar ao lado (das mulheres) por um futuro melhor”. “Tirem uma foto de mãos dadas com seu aliado”.

Considerada “feminista” e promotora de um governo com participação das mulheres, Sophie foi alvo de diversas críticas após a mensagem. Alguns dos comentários causam a impressão de que cresce a cada dia o abismo entre mulheres e homens, como se não fizessem parte da mesma espécie. E pior, como se fossem inimigos naturais, combatendo em territórios hostis e antagônicos. Veja o que disseram:

“O Dia da Mulher é para celebrar o feminismo (…), reconhecendo a misoginia que as mulheres devem enfrentar cotidianamente. Não é um dia relacionado aos homens”, comentou uma canadense de Vancouver.

“Gosto de mensagens sobre igualdade, mas em outro dia”, escreveu outra canadense.

Michelle Rempel

A deputada conservadora Michelle Rempel foi direta: “jamais precisei de alguém para me dar a mão”.

A história explica os fatos que provocaram a construção ‘desse muro’ entre homens e mulheres. Infelizmente, não só a história, mas o cotidiano também comprova que as mulheres ainda são vítimas de violências absurdas e de políticas ignorantes, praticadas por homens. Apesar de tudo, há homens de consciência plena do devido respeito às mulheres. São os que apoiam suas parceiras, amigas, mães e irmãs. Homens que contribuem para o fortalecimento da mulher. E a esses, devemos sim, dar as mãos para fazer valer a verdade de que somos da mesma espécie e podemos contar um com o outro.

Mulheres que dizem nunca precisar de ninguém para estender a mão, transmitem dureza, gerada talvez, pela revolta contra a barbárie histórica e atual, notadamente sentida na trajetória de decepções com a opressão masculina. Competir no ambiente político, onde ainda prevalece o domínio dos homens, é tarefa árdua e desgastante. No entanto, perpetuar a guerra entre sexos é inócuo e reforça movimentos separatistas.

Se lutar por direitos iguais é a bandeira, perpetuar a hostilidade contra os homens não ajuda em nada uma civilização que busca equilíbrio social, econômico e ambiental. Atravessamos um período de profundas transformações no planeta, em que precisamos de filtros para discernir e enxergar o que de verdade nos oprime. De que há um jogo sórdido vigente, não há dúvidas. Agora, acreditar que todos os homens são iguais no pior dos sentidos e espalhar mediocridade aos quatro ventos, só vai tornar maior o poder dos que não descansam enquanto não tiverem sob total controle homens e mulheres do planeta.

Devemos tomar cuidado com o que repetimos, o que compartilhamos e ao que damos ouvidos. O Dia Internacional da Mulher não pode ser visto como um movimento feminista, e sim como união de todas as mulheres que desejam o melhor para suas vidas e famílias. É na luta por direitos iguais que reconhecemos a essência e o significado desse dia. Qualquer movimento extremista atuará de forma distante do propósito original e do respeito à diversidade. Há feministas sábias, grandes escritoras e ativistas, mas existem também aquelas que romperam com a figura masculina e rotulam homens da mesma maneira como se sentem rotuladas. Sejamos mais prudentes, porque mulheres, feministas ou não, geram filhos homens e os amam, profundamente.

Se você sentir vontade de comentar algo sobre isso, faça. Poderemos compartilhar melhor nossas opiniões e pontos de vista.

Um grande abraço,

Maria Alice Guedes

Sophie Grégoire Trudeau e seus filhos

Sophie e seus filhos

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Maria Alice Guedes

Jornalista e escritora, autora do livro Desnudeios - Um retrato do homem moderno em suas relações de afeto.

2 thoughts on “Afinal, as mulheres podem ou não podem mais gostar dos homens?

  • 12 de março de 2017 at 20:43
    Permalink

    Maria Alice adorei sua reflexão. Creio que a competição leva ao individualismo. E o individualismo a vontade de vencer, poder… Apoio à Igualdade e Equidade. Sou contra competição, se não iremos trocar apenas o protagonista. Acho que esse não é o propósito da lutas da mulheres.
    Abc&Vida&Alegria…

    Reply
    • 12 de março de 2017 at 21:09
      Permalink

      Com certeza, não é esse o propósito. Obrigada por sua interação. É assim que vamos caminhar na direção mais sábia.
      Um grande abraço,

      Reply

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